Embora a construção civil esteja hoje em plena expansão, para o presidente do Sinduscon-SP, João Claudio Robusti, ainda não se pode dizer que o mercado vive um “boom” imobiliário, já que os créditos gerados por ele correspondem a apenas 2% do PIB. Segundo Robusti, “Temos muito a avançar. Para se ter uma idéia, no Chile, o financiamento de imóveis corresponde a 17% do PIB; no México, 11%; na Espanha chega a 50% e, nos Estados Unidos, a 69% do PIB”, justificou.
A afirmação foi feita na abertura do 9º Seminário Tecnologia de Estruturas - Projeto e Produção com Foco na Racionalização e Qualidade, que o Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do SindusCon-SP promoveu nos dias 15 e 16 de agosto, em São Paulo. O presidente do sindicato destacou que, nos anos anteriores, o cenário chegou a ser o pior possível. Agora, entretanto, os empresários sentem melhoras e estão encarando com otimismo o futuro próximo. “Na última Sondagem Nacional da Construção, o indicador de perspectivas futuras foi de quase 60, algo que há muito tempo não víamos”, apontou. Como reflexo disso, Robusti citou o forte crescimento do nível de emprego no setor no primeiro semestre: subiu mais de 7% no ano.
Em sua opinião, o momento também não deixa espaço para aumentos de preços. “Temos de trabalhar a produtividade da mão-de-obra e ampliar a produção de insumos, para que o aumento da atividade da cadeia não justifique a elevação de preços dos materiais”, disse. Para ele, os fornecedores já percebem essa necessidade. “Uma grande cimenteira anunciou que tem R$1 bilhão para ampliar a produção e manter os preços”. |