O mercado imobiliário no Brasil está em plena expansão. Impulsionado pelos juros baixos, pela demanda reprimida e pela entrada da iniciativa privada no setor, o acesso à casa própria, inclusive para classes de baixa renda, nunca esteve tão fácil e a expectativa, segundo estudo desenvolvido pela FGV Projetos é que, em 2010, o número de apartamentos e casas financiadas cresça mais de 50%, chegando a 560 mil unidades por ano.
Para atender ao mercado, as construtoras precisam executar projetos cada vez mais rápido, utilizando sistemas construtivos econômicos sem comprometer, com isso, a qualidade e o desempenho das edificações.
Diante desse cenário, a ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), juntamente com a Associação Brasileira de Serviços de Concretagem (Abesc) e do Instituto Brasileiro de Tela Soldada (IBTS) lideraram uma ação de benchmarking para saber mais sobre as edificações feitas com paredes de concreto moldadas in loco, em que uma comitiva técnica foi a Santiago (Chile) e a Bogotá (Colômbia) onde este sistema construtivo é amplamente utilizado.
De acordo com o gerente de Desenvolvimento de Mercado da ABCP, engenheiro Ary Fonseca Jr, que acompanhou a viagem, o Chile e a Colômbia já dominam esse processo (paredes de concreto) em diversos segmentos de habitação (popular, média e alto padrão) e essa deve ser uma nova tendência no Brasil.
Algumas construtoras, principalmente as que estão de olho no mercado de baixa renda acompanharam essa visita técnica e voltaram interessadas em adotar o sistema. Dentre as vantagens das paredes de concreto estão: rapidez de execução, pouca mão-de-obra, custos globais mais baixos, ótimo desempenho, produção em escala, sistema industrializado e não geração de entulhos. |